COLUNA VERTICAL

Colunista:   Costábile Salzano Jr. São Paulo, SP, Brasil. ______________________ Home Arquivo 16/06/2008 30/06/2008 21/07/2008 30/07/2008 06/08/2008 10/09/2008
 

10/09/2008

Metallica: o retorno com Death Magnetic

FINALMENTE! O bom e velho Metallica está de volta! Após longos anos sem lançar um trabalho realmente de peso, Death Magnetic resgata toda a essência que tornou o grupo um dos mais importantes e consagrados da história do Rock.

Confesso - como fã assumido da banda -, que estava ansioso para ouvir este trabalho, que marca a separação do Metallica com o produtor Bob Rock. Apesar de muitas criticas Load, Reload e até St. Anger contam com boas músicas. Por mais incrível que pareça, a sonoridade apresentada em Death Magnetic é resultado latente e conseqüente do que foi feito em St. Anger. A sessão terapia e o som cru do último álbum evoluiu estrondosamente e tomou corpo somente agora. Se não fosse por St. Anger, Death Magnetic não seria o que é: um trabalho louco, fascinante, violento e com uma energia incrível.

Rick Rubin - o novo produtor e famoso por resgatar a sonoridade de diversas bandas com o Slayer - pelo jeito botou os quatro marmanjos pra trabalhar e o resultado não poderia ter sido melhor: Death Magnetic, até certo ponto, traz de volta o velho Metallica.

Creio que, Rick Rubin sabendo da pressão e da imposição dos fãs e até da própria banda em se reafirmar musicalmente, teve como base os grandes clássicos do Metallica como Ride the Lightning, Master of Puppets, ... And Justice for All e uma leve pitada do Black Album para modelar este trabalho. É evidente que as palhetas rápidas, pesadas e galopantes do começo de carreira também voltaram. A sonoridade é basicamente calcada no ... And Justice, mas com uma timbragem de guitarra bem moderna. Este disco apresenta, de certa forma, o renascimento do Metallica e, simultaneamente, faz um elo de do passado com o futuro da carreira do grupo.



Metallica

Curiosamente, mais da metade das faixas do Death Magnetic tem mais de sete minutos de duração, com estruturas nada convencionais e nenhuma delas parecem ser longas demais. Nas 10 músicas, James Hetfield e Kirk Hammett lembram os bons tempos da dupla nos anos 80. Os riffs matadores apontam Hetfield como uma máquina dilaceradora e Hammett como uma fábrica devastadora. O novo baixista Rob Trujillo acrescenta apenas com uma pegada funk-metal. O desastre está justamente nas mãos de Lars Ulrich. O baterista evidenciou uma certa limitação musical, que jamais havia deixado transparecer.

Death Magnetic é tão fabuloso, complexo, quebrado, com diversas variações de tempo, solos enfurecidos, riffs matadores, rico em detalhes e repleto de melodias marcantes.

 

That Was Just Your Life
Assim que o disco começa a rodar, a batida de um coração batendo alerta que o gigante está prestes a acordar. Enfurecidamente, um riff, que jamais ousaríamos ouvir de novo, começa devastar os ouvidos. Logo de cara, o Metallica anuncia que está com as forças renovadas principalmente no solo fantástico de Kirk Hammett, que bebeu novamente da fonte de guitarristas como Jimi Hendrix, Michael Schenker, Eddie Van Halen e outros. Ele usa e abusa de sua pedaleira e seu wah-wah em todo CD, mas nesta música já é perceptível o que Kirk quer dizer empunhando sua guitarra. Em That Was Just Your Life está liberada a pancadaria sonora que até lembra um pouco a clássica Blackned e até tem uma levada harcore por debaixo dos panos. 

The End Of The Line
Para quem está ligado nas apresentações do Metallica Mundo afora, assim que escutar essa música vai perceber que o riff principal é baseado na The Other Song, apresentada ao vivo em 2006. The End of the Line lembra bem o estilo adotado em St. Anger, mas com uma energia e produção bem diferente. O duelo de guitarras entre Kirk e James é de fazer qualquer headbanger bater cabeça até o pescoço não suportar mais.  A paradinha meio no estilo de Astronomy, cover que eles gravaram em Garage Inc., faz ressurgir no final uma nova quebradeira.

Broken, Beat & Scarred
Por favor, Metallica, me vê mais uma dose de peso? O pedido é aceito de imediato. Mais um riff simples e arrastado de efeito enlouquecedor. A porrada continua com um vocal mandatório de James, um refrão pegajoso e a uma bateria frenética. É Thrash Metal pra balançar a cabeça com força e vontade. No entanto, Broken, Beat and Scarred parece ter sido gravada por uma dessas novas bandas que tentam copiar o Metallica como é o caso do Trivium.

The Day That Never Comes
Após um estrondoso “We Die Hard” em Broken, Beat and Scarred, uma melodia melancólica dá inicio ao single de Death Magnetic, que nos remete as famosas baladas The Unforgiven, Welcome Home (Sanitarium) e One. The Day That Never Comes conta com diversas passagens, quebradas rápidas, pesadas, um solo muito típico do Iron Maiden e um final moderninho.

All Nightmare Long
Nos primeiros acordes quem mostra a cara é o baixista Rob Trujillo. Ele abre alas para mais uma cacetada das boas e no estilo St. Anger, mas que nos remete ao And Justice e ao Master of Puppets. O refrão é bem na linha do Black Album. Novamente, as guitarras se sobressaem e o solo de Kirk Hammett é algo fora de série. Com certeza, quando você menos esperar vai se pegar batendo cabeça. Na verdade, All Nightmare Long tem toda a pinta, em algumas passagens, de uma música composta pelo Slayer.

Cyanide
Esta foi a primeira música que o Metallica apresentou aos fãs ansiosos por uma palhinha do que estaria por vir em Death Magnetic. Essa composição causou um certo probleminha recentemente. Os integrantes da banda alemã Death Stars acusaram o Metallica de plágio descarado tanto com o nome desta música como com as letras utilizadas para ilustrar o nome deste disco. Musicalmente, apesar de ter aquele estilo cadenciado típico do Metallica, Cyanide não representa bem este novo trabalho em sua essência. Ao vivo ela até que funcionou. É uma musica perfeita para se cantar, pular e agitar durante um show. A temática é voltada a Morte e sua letra é bem interessante. No CD, Cyanide se demonstra até que um pouco mais relevante. Afinal, é possível ouvir perfeitamente cada um de seus detalhes.   

The Unforgiven III
Quando foi anunciado o tracklist oficial de Death Magnetic, o Mundo tomou conhecimento que mais uma versão de The Unforgiven seria apresentada, ou seja, causou mais ansiedade nos fãs que já estavam loucos para conferir o novo CD. O titulo é um tanto ameaçador já que fazer o terceiro capitulo deste clássico pode ter sido um tiro na própria cabeça. Como todas as outras, o inicio é bem melancólico. O começo de The Unforgiven III tem um piano triste de Michael Nymanesque antes de cair em mais uma baladinha. Esta composição em si não nos remete em nada às outras. Em um pesado southern, The Unforgiven III tem um lado clássico com um tanto moderno. O solo heróico de Kirk, felizmente, salva a música. Na verdade, essa música mereceria qualquer nome, menos o The Unforgiven III. Ou nem deveria fazer parte deste disco, totalmente fora do conceito de um álbum finalmente pesado.

The Judas Kiss
Ah! Novamente o peso. Após uma baladinha sem graça, The Judas Kiss entra em cena quebrando tudo. Rápida, certeira, pesada, riffs maravilhosos e um refrão grudento, pegajoso, perfeito daqueles que dá vontade de sair gritando por ai. Um das melhores de Death Magnetic. “Bow Down / Sell your soul to me / I will set you freeeee!”

Suicide & Redemption
Após 20 anos, o Metallica resolve compor uma música instrumental. O começo, mais uma vez, fica por conta de Trujillo em um baixo bem trabalho que vai abrindo espaço para uma levada um tanto moderninha de guitarra para os quarentões. Assim como em Orion (Master of Pupets) e To Live Is To Die (... And Justice for All), a sessão viajeira está garantida. Para quem gosta de Tool e A Perfect Circle, Suicide & Redemption até que é uma boa pedida. No entanto, os riffs não são nada interessantes, a limitação de Lars chega a ser frustrante e a dinâmica musical não é satisfatória. Não sei como Rick Rubin deixou essa música entrar em Death Magnetic. Ponto negativo!

My Apocalypse
Thrash Metal na veia! Ela é tão Thrash Metal, que até lembra o Slayer. Por que será, hein? Até parece que Rick Rubin roubou um daqueles riffs que Jeff Hanneman e Kerry King jogaram fora durante a produção de Christ Illusion e entregou de presente para o Metallica. My Apocalypse é ao lado de The Judas Kiss, uma das melhores deste trabalho. Sim, assim como em Damage Inc e Dyers Eve, o Metallica finaliza um álbum com uma composição rápida, pesada e furiosa.

Death Magnetic em seus quase 80 minutos apresenta o renascimento de um Metallica que a maioria pensava estar morta. A base evidente é no álbum ...And Justice For All pela partes progressivas e sombrias. A temática não foge à regra e tem a Morte como personagem principal sem contar nas revelações de James Hetfield de sua infância e até na sua fase de reabilitação.


Metallica

O trabalho de guitarra deste álbum é espetacular. Os solos mega rápidos de Kirk Hammett e os riffs/bases de James Hetfield estão maravilhosos. Eu tive diversas reações com este trabalho, até cheguei a pensar que Death Magnetic era uma tentativa forçada do Metallica voltar a ser o Metallica de antigamente já que a maioria das músicas parecem ser uma reedição de seus famosos clichês.

Na verdade, cada álbum do Metallica tem sua própria personalidade. Quando você ouve a Death Magnetic, sente que o passado do Metallica ainda está vivo. As músicas novas soam como as antigas, mas elas são todas novas e atuais. Death Magnetic é impressionante, mas não perfeito.

E lá vem o Metallica ditando as regras do jogo de novo... Ah! Sem se esquecer que eles ainda estão soberanos no topo do Heavy Metal. Fica a pergunta: Por que nenhuma banda ainda não conseguiu destronar o Metallica até agora?

 

Scorpions faz de show em São Paulo uma alerta à preservação da Amazônia
Em sua mais nova passagem pelo País, o grupo alemão Scorpions protagonizou, no último sábado, no Credicard Hall, em São Paulo, um alerta ao desmatamento continuo da Floresta Amazônica. A banda, liderada pelo vocalista Klaus Meine, fez da primeira apresentação na capital paulista um verdadeiro discurso a este grave problema, que ocorre deliberadamente na região norte do Brasil.

Protestos a parte, o Hard Rock do grupo atraiu muitas pessoas, que movidas pelo interesse em assistir ao show eletro-acústico lotaram a tradicional casa de shows da cidade. Neste momento, o Scorpions está em plena turnê de divulgação do álbum Humanity Hour 1, lançado no ano passado, e como já era mais do que esperado, a música Hour 1 foi a escolhida dar inicio a mais uma histórica apresentação.

Não demorou muito e logo os clássicos do grupo, que se tornaram sucesso mundial na década de 80, começaram a emocionar os fãs das mais diversas faixas etárias. Depois disso, veio à primeira “surpresa” da noite: o guitarrista Andréas Kisser, do Sepultura, adentra ao palco ao lado dos guitarristas alemães Matthias Jabs e Rudolf Schenker, e ao lado do frontman Klaus Meine, para executar a música Coast to Coast.

Daí então, o show seguiu para a tão esperada parte acústica que obviamente seriam apresentadas as baladas, que fizeram a história do Hard Rock Mundial. Destaque para Send Me an Angel, que durante a sua execução, era exibido nos telões algumas cenas de ambientalistas trabalhando na preservação da Floresta Amazônica.

Após a sessão conscientize-se, o grupo volta com uma sequencia arrasadora com os hits Still Loving You, Rock You Like a Hurricane e A Moment in a Million Years.

Foram quase 2h30 do mais puro clássico do Hard Rock. Para os verdadeiros fãs que não se cansam de vê-los por aqui, foi mais uma bela apresentação, que ficará na memória por muito tempo. Afinal, assistir músicas como Rock You Like a Hurricane, Wind of Change e Still Loving You não tem preço.

Quem não teve a oportunidade para conferir o show do último sábado, tem a chance de ver os caras novamente em São Paulo. No dia 13 de setembro, eles voltam a São Paulo para um show totalmente elétrico, no mesmo Credicard Hall.

 

Torture Squad se apresenta nesta sexta-feira em Santos

O Torture Squad, um dos principais grupos da atual cenário do Heavy Metal brasileiro ao lado de Claustrofobia, Shadowside, MindFlow e Tuatha de Dannan, está de volta a Santos. Após realizarem uma grande turnê pelo Velho Continente, com destaque para o show no Wacken Open Air, os caras retornam a Baixada Santista para dar o pontapé inicial da turnê brasileira. A banda formada pelo vocalista Vitor Rodrigues, o baterista Amílcar Christófaro, o baixista Castor e o novo guitarrista Augusto Lopes será a atração principal do Monsters of Metal VII, que acontece nesta sexta-feira, dia 12 de setembro, na Royal Mercúrio, em Santos.  O evento também contará com a exibição das bandas União (SP), Pantera Cover (Dente Preto - Santos) e Brujeria Cover (Evil Black Embrace - SV).

A Royal Mercúrio fica na avenida Presidente Wilson, a 100 metros da divisa com São Vicente.

Ingressos antecipados custam R$12 e estão à venda nas seguintes lojas:
Náutica Tattoo - Shopping Praiamar (3238-9873) - Santos
Náutica Tattoo  - Shopping Litoral Plaza (3592-4642) - Praia Grande
Gudstore Street Rock - Av. João Ramalho, 782 (3467-2716) - São Vicente.

Sodom faz única apresentação em SP neste sábado
Neste sábado, dia 13 de setembro, acontece a única apresentação do lendário trio alemão de Thrash Metal Sodom no Brasil. O show será realizado a partir das 20h, no Hangar 110, em São Paulo. Os lotes promocionais estarão à venda exclusivamente nas lojas Die Hard e Paranoid, na Galeria do Rock. 1º lote: R$50 / 2º lote: R$60 / 3º lote: R$70. O Hangar 110 fica na Rua Rodolfo Miranda, 110. Mais informações pelo e-mail infoshows@rockbrigade.com.br
 

Agnostic Front é neste domingo
No dia seguinte, 14 de setembro, o Hangar 110 receberá o Agnostic Front. Os ingressos começaram a ser vendidos desde o dia 25/07 e custam R$40 (primeira cota antecipada), R$50 (segunda cota antecipada) e R$ 60 (na porta). A abertura do evento ficará por conta das bandas One True Reason e Corleone. Mais informações em www.hangar110.com.br.

 

Carcass: informações gerais sobre apresentação única em SP
Há algumas semanas, esta coluna informou praticamente em primeira mão sobre a única apresentação que a banda o Carcass fará no Brasil, no próximo dia 9 de novembro, no Santana Hall, em São Paulo/SP. Os ingressos poderão ser adquiridos a partir de 23 de agosto, na Galeria do Rock, na Metal CDs em Santo André/SP e pela Internet.

A abertura ficará por conta das bandas Andralls, Funeratus e Flesh Grinder.

Serviço:
Carcass em São Paulo
Abertura: Andralls, Funeratus, Flesh Grinder
Dia 9/11(domingo) a partir das 14h
Local: Santana Hall - Av. Cruzeiro do Sul, 2737 - Santana, São Paulo/SP
Ingressos antecipados do 1º lote:
Pista - R$ 60,00 Estudante / Antecipado R$ 60,00 reais + 1Kg de alimento não perecível
Camarote inferior - Estudante R$ 100,00 c/open bar de cerveja / Antecipado R$100,00 + 1kg de alimento não perecível
Camarote Superior - Estudante R$ 130,00 c/open bar de cerveja / Antecipado R$ 130,00+1Kg de alimento não perecível

Os alimentos deverão ser entregues no dia do show.

Valores de ingressos do 1º lote (apenas 1000 ingressos)

Pontos de Venda:
São Paulo - Galeria do Rock- Loja Mutilation - Loja 255
Santo André - Metal CDs
Pela internet: www.ticketbrasil.com.br
Info - (011)3628-0635

 

 

 
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